Instalei-me, organizei-me e fui à descoberta.
Fui logo ao oculista tentar arranjar os óculos de ler, pois o
parafuso tinha caído e se perdido. Por 1€ lá puseram um parafuso novo, e
apertaram o outro parafuso, bem bom!
Passei a tarde a visitar tudo o que havia à volta, e comecei
a explorar o centro histórico.
Até às 14h consegui percorrer a pé uma série de sítios que tinha previsto, e pelo meio fui surpreendida com algumas obras de street art.
Se tive medo? Sim. Confesso que me passaram pela cabeça
alguns filmes de terror, mas tentei não pensar muito no assunto. Consegui ser
confiante ao máximo, e ter fé, muita fé.
Quando saí do El Corte Inglés/Supercor, ainda consultei os
mapas, mas eram um pouco confusos. Então decidi aventurar-me por uma rua que
por acaso ia dar ao centro histórico, e a partir daí fui explorando e
fotografando tudo o que o meu olhar admirava, e considerava como belo.
Então, nessa caminhada vi o Ayuntamiento, o Edificio La Giralda, o lado exterior da Ermita de La Soledad, a Alcazaba, o lado exterior do Museo Luis Morales, o lado exterior e um pouco do lado interior do Museo de Arqueologia, a Plaza Alta, a Plaza de la Soledad, o Parque de La Alcazaba, e a Torre Espantaperros. Não vi por esta ordem, claro.
Como estava calor, e era a hora da sesta, vim caminhado até
ao Teatro. Logo, estava muito perto do Paseo de San Francisco, da Estação de
Correos, e do La Plaza (supermercado Dia).
Aproveitei e comprei comida, para as próximas refeições, e
também trouxe umas miniaturas de viagem que não há em Portugal, como por
exemplo, o detergente liquido para lavar a roupa em viagem.
Voltei para o hostel, fui almoçar umas sandes e fruta, e como
estava um pouco cansada, aproveitar para descansar um pouco. Ainda tentei
dormir. Mas não consegui. Por volta das 16:45h voltei a sair, e fui explorar
outras zonas. Desta vez, fui até à Puerta de Palmas.
Mas antes de lá chegar esbarrei com uma loja de recuerdos.
Oh, que milagre! Achei muito estranho no centro histórico não existir, pelo
menos que eu desse conta. A montra dizia tudo, menos o preço. Entrei, e vi que
era não só uma loja de recuerdos, mas também uma loja de gelados e guloseimas.
Perguntei preços do que queria, e acabei por comprar 2 postais.
Saí para visitar e apreciar e fotografar a Puerta de Palmas.
Quando saí de lá, voltei a fotografar outros ângulos do edifício La Giralda (fica mesmo ao lado), e da chaminé da Ermita de La Soledad, que são lindas ambas.
Após isso, lá fui explorar mais umas ruelas de comércio que
desconhecia, onde acabei por fotografar fachadas e montras de lojas
tradicionais.
No meio desse passeio, encontrei mais uma loja de recuerdos,
onde acabei por comprar o famoso íman para o frigorífico. A loja é a Casa
Espada, e não vende só recuerdos, mas também fatos e acessórios para as danças
tradicionais, e merchandising de bandas. Sim, os meus recuerdos da praxe são
sempre postais e ímans, dos locais por onde passo. Pelo menos até agora tem
sido assim. Também podia trazer uma tshirt gira, mas fica para uma próxima.
Continuando o caminho, dei de caras com a loja física da Yves Rocher Cosméticos
E aí fiquei de boca aberta, ao ver tal coisa. Pensei que só
existia via catálogo, mas afinal enganei-me. É muito interessante irmos a
outros países, e encontrarmos coisas que não temos em Portugal.
Mal entrei, fui logo abordada por um rapaz que ali trabalha,
que tira dúvidas, e aconselha sobre os produtos expostos que podemos comprar. E
como já fui comercial desta marca, e gosto de alguns produtos, lá acabei por
comprar 2 bálsamos para lábios de frutas – framboesa e morango. Os preços são
os mesmos que estão no catálogo, mas como agora não trabalho para eles, e nem
me apetece estar a procura de quem vende estas coisas, aproveitei e comprei
logo aqui.
Compras feitas, e passeio dado, é quase hora de ir jantar, e
ligar aos meus pais. Mas antes, ainda me sento no Paseo de San Francisco, a ver
as vistas e a relaxar um pouco.
Ainda no jardim, tentei ligar para Portugal. Liguei, liguei,
liguei…..e nada! Das duas uma, ou não estão a atender, ou o roaming não está a
deixar. E agora? Ainda por cima lhes prometi que ligava à noite. A outra
hipótese era pedir a uma amiga que lhes ligasse, e dissesse que estava tudo bem
comigo, mas não era a mesma coisa.
Já no hostal, ainda fui tentar pesquisar na net (no
telemóvel), mas sem sucesso. Deixa lá, amanhã tento outra vez.