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sábado, 10 de julho de 2021

Chegada a Sevilha

22/02/2020

03:30h – Parámos numa bomba de gasolina algures no Alentejo.

5h – Badajoz

07:30h – Parámos em Monasterio – Área de Serviço + Buffet + Hotel + Restaurante + Cafetaria + Loja de Conveniência

Lá fui “passando pelas brasas”, e pelo caminho sempre que acordava, falava com a D., e ela comigo. Chegámos à Estação Plaza de Armas, por volta das 9h.

Comecei por fotografar o pouco de arte urbana que Sevilha tem – as traseiras do edifício da Estação Plaza de Armas.





Estava com fome. Já eram horas de tomar o pequeno almoço.

Lá fui à Mercadona, que era ali perto comprar umas coisinhas.



Após o pequeno-almoço, fui conhecer o C.C.Plaza de Armas, que é nada mais nada menos que meia dúzia de lojas transformadas em galeria de arte, e dois cafés/restaurantes: McDonald’s e outro que não fixei o nome. De resto, está sempre deserto. É uma pena, pois está em ótimo estado, mas está mal aproveitado. Bem, isto é a minha opinião, e vale o que vale. Mas gostei imenso do aspeto exterior, e fiz esta foto. 



 

Como tinha planeado ir visitar uma loja que por acaso descobri no Pinterest, então fui nesse sentido. Até lá fui fotografando o que me despertava interesse.









Adoro fotografar as portas assim coloridas!!!



Adoro ver lojas assim de recuerdos, e se possível faço uma foto como recordação. 
Nesta loja, a menina era muito simpática, e ficou admirada de eu estar a viajar sozinha. A loja tinha várias coisas lindas que gostei, apenas só comprei uma. 



Gosto de fazer fotografia urbana, e se possível fazer os meus próprios postais. Gosto muito deste amarelo a fazer contraste com o branco. 

As horas já se iam passando, e tinha planeado até às 14h ir a essa loja, e ir ao Mercado de Triana.

Atravessei a Ponte da Inspiração e lá fui dar uma espreitadela rápida ao C.C.Torre de Sevilha. Não fui ao miradouro que fica no 40º andar. Para ter acesso ao mesmo paga-se 8€. Foi uma bela surpresa tê-lo encontrado, mas desta vez não estava nos meus planos visitá-lo. Portanto, só me fiquei pelo centro comercial, e não entrei em todas as lojas.





Como já eram horas de almoço queria despachar para ir ao Mercado de Triana. E assim foi.

 


sábado, 24 de abril de 2021

Viagem Noturna para Sevilha

Vou trabalhar normalmente e à noite chego a casa, tomo um duche, janto, preparo as coisas, e let’s go!

Fui de Bolt até à estação de comboios. Calhou-me o Marco como motorista. Bonito, simpático, cavalheiro, e vinha de Mercedes Benz. Ajeitou o banco para me sentar, perguntou se a temperatura e a música estavam boas e seguimos.


Fonte: Shutterstock


23:49h – Chego à estação, e está mesmo um comboio de partida para a Gare do Oriente! Ok, espero pelo próximo comboio. E o próximo é só às 24:03h para a estação do Rossio. Apanho esse, ou saio na Reboleira, e vou de metro, ou vou mesmo até ao Rossio, e depois apanho o metro ou um autocarro da Carris. Mas pensei que me fosse demorar mais, e fiquei na Reboleira, apanhei o metro com uma mudança em São Sebastião.



Fonte: Shutterstock


01:15h – Cheguei à Gare do Oriente, e ainda andavam na rua algumas pessoas, nomeadamente malta da noite, taxistas e pedintes.

A caminhar em direção aos autocarros, fui logo abordada por um pedinte, falei em inglês, mas entendeu o que eu disse, e eu prossegui sem lhe dar nada do que queria – dinheiro!

Tudo deserto, viajantes como eu nem vê-los. E eu a desejar que aparecessem. Era a única ali sozinha entregue a mim própria. Passado um bocado chega um autocarro. Mas já vinha de Sevilha, e seguia agora para o Porto.

Um pouco depois aparece um viajante, e senta-se ao meu lado. Boas, já somos dois, penso. E de novo, aparece outro pedinte que queria 0,99€ para comer uma pizza, pois custava 1,99€, mas ele já tinha 1€. Olhei ele olhos nos olhos, e fiquei indecisa se devia ficar calada, ou falar noutra língua. Nem eu nem o outro rapaz ao meu lado, demos o dinheiro que pediu. Foi embora. Passado um bocado, volta de novo. E eu a ficar preocupada. Lá foi de novo embora. Aproveito para ir às redes sociais, e mandar mensagem às minhas colegas sobre o ponto da situação.

Passava pouco das 2h, quando aparece o autocarro. Respirei de alívio. Fui a primeira a fazer o check-in, e nesse preciso momento apareceram vários viajantes todos ao mesmo tempo. Quando vou a entrar, fui logo barrada, e não pude levar a mochila comigo, pois o senhor motorista disse que a mesma era muito grande, e que o espaço é pouco. Fiquei surpreendida e indignada com tamanha ordem. Fui obrigada a colocar no porão. Vá lá que tinha um saco de pano onde colocar a comida, a água, lenços de papel, cabos USB, etc. Foi a primeira vez que tal me aconteceu. Olha, já está como nas companhias aéreas. L

Peguei a mala da máquina fotográfica e o saco de pano com o básico, e subi. Outro dilema foi o lugar. Muito poucos lugares. Estava tudo ocupado. Lá me sentei nos lugares do meio ao lado de uma rapariga que também viajava sozinha, tal como eu. Sentei-me sem saber como me sentar, deitar, etc. Estou habituada em ir no lugar da janela, e conseguir ali um jeito de colocar a almofada, e deita a cabeça, mas hoje dormir duvido.


Fonte: Shutterstock

A rapariga ao meu lado já vinha do Porto, e lá me disse que as portas USB do teto não funcionavam L e que só podia ligar na ficha que fica entre os dois bancos. Mais coisas más?? O que vai ser a seguir??

Lá me tento organizar e pôr tudo a funcionar. Como os meus croissants de manteiga e bebo água.


sábado, 10 de abril de 2021

Quero ir para Sevilha e agora?

Comprei esta viagem no dia 02/01/2020. 2º dia de um ano que promete….


Fonte: Shutterstock


A página 2 de um livro com 365 páginas para encher de bons momentos.

A minha querida Flixbus fez um cibermonday/blackfriday, o que lhe quiserem chamar. Viagens para alguns destinos a 0,99€!!! Sim, isso mesmo 0,99€!


Fonte: Shutterstock

Ora posto isto, e sendo inicio de mês, toca a ver destinos e horários, e bora a Sevilha.

Como muitos de vocês já devem saber, isto de comprar viagens baratas tem muito que se lhe diga. Por norma, são em dias de semana, e a horas impróprias, digamos assim. Mas, com muita paciência e pesquisa, lá consegui comprar.

A minha querida mãe ainda estava internada, mas mesmo assim nada me demoveu, pois a esperança é a última a morrer.

No mesmo dia comprei esta viagem para Sevilha, e uma outra para Vigo, em Abril. Também queria comprar uma para Salamanca em Março, mas como não havia feriados ou pontes, não comprei. Não foi nada fácil conciliar os horários, mas consegui! Como era barato, queria comprar o maior número possível de destinos que ainda não conhecesse. Nestes momentos só desejava que houvesse vários feriados e pontes nos primeiros meses do ano. Mas infelizmente não. Então tive de fazer as melhores escolhas possíveis. Em Março tinha muitos dias para ir a Salamanca, mas não tinha a certeza se podia tirar uns dias de férias. Com muita pena minha, não comprei. Fica para uma próxima.

Os dias foram passando com a minha mãe ainda no hospital, a minha vida era casa-trabalho-hospital. Mas sempre que podia, e estava motivada ia investigando blogs e artigos sobre Sevilha. Com muito pouco tempo, não foi fácil ir construindo o meu roteiro, como nas viagens anteriores.

Um mês antes, assim por alto “toquei no assunto” à minha patroa, sobre tirar um dia de férias, mas não obtive logo o ok. Ainda o assunto "férias" não tinha sido referido. Ninguém tinha falado para preenchermos o mapa. Mas tentei a minha sorte, em pedir um dia. 

Uma semana antes, volto a tocar no assunto, e a resposta é “NÃO!”. Mas um redondo NÃO. Disse assim: “ NÃO! Tens o trabalho atrasado, estamos numa altura crítica, e se até 5ª feira da próxima semana, tiveres tudo pronto (impossível!) deixo-te tirar o dia!”. Desde aí tenho andado numa angústia.



Fonte: Shutterstock 


Tinha os bilhetes comprados, e o quarto também pago. E agora? Um investimento de 30 e tal euros, e agora não vou? Nem pensar!! Tem de haver uma solução, pensei.

3 dias antes, toca a procurar bilhetes para ir no dia seguinte à mesma hora. 30€ mais caro, claro. E que tal ir de Bla bla car? É mais caro ainda e não havia nada para as horas que queria. E voos? Vi, e aí nem pensar!

Pedi conselhos à MF. via whatsapp para me ajudar a decidir.



Fonte: Shutterstock 


18/02/2020

Eu: - Oh filha não tenho coragem de amanhã à noite ou na 5ª feira falar com a patroa sobre o meu dia de férias.

MF: - Mas tens de ter coragem

Eu: - O que achas? Vou já comprar um bilhete novo e mais caro para 6ª feira à noite? Ela foi muito direta

MF: - Foi? Mas pergunta

Eu: - Se eu tivesse tudo feito ela dava. Claro que é impossível.

MF: - Achas que tens?

Eu: - Ainda só tenho 2 clientes prontos

MF:  - Mas fala novamente com ela e diz que tens que saber

Eu: - Mas teria de falar amanhã. Ela estava toda lixada.

MF: - Então fala. Porquê?

Eu: - Ainda por cima falei no assunto em dia de IVAS. Quando fui para falar ela disse: “Mas é urgente? É que ainda tenho muitos ivas para fazer. E tu tens aquela lista de clientes para fazer. Se tu conseguires tudo até lá podes ir senão…” E eu calei o bico e tenho estado a empenhar-me.

MF: - Pois, ou então não vais agora

Eu: - Hoje só não terminei o terceiro por causa dos bancos

MF: - E se ela te perguntar

Eu: - Ai vou vou

MF: - Dizes que não vais de férias, porque já não vais a tempo

Eu: - Ela não vai ter coragem. Não tiro o dia de férias, mas vou para baixo. Compro um bilhete mais caro ou adiro àquilo das boleias

MF: - Mas vais mesmo só por uma dia?

Eu: - Não, não. Era sexta, sábado, e domingo. Assim vou sexta à noite, ou sábado de madrugada. Já tenho alojamento pago e tudo. Não posso perder o dinheiro.

MF: - Ah, ok. É em Espanha?

Eu: - Sim, Sevilha. Já não vou ao aquário. Mas vou ver e viver o que puder.

MF: - O ideal era ires de avião. É mais rápido.

Eu: - De Verão não posso ir. O avião está a preço de ouro. Se eu adivinhasse isto, tinha comprado o bilhete inicial um pouco mais caro. Estes meses tenho aprendido tanto. Pronto já está! Comprei um novo bilhete. Eu respeito a posição dela. Já estamos em Fevereiro, e nem sei quando é eu vamos fazer os ivas mensais de 2020.

MF: - Boa. LOOL.

Eu: - Já só havia 2 lugares para esta hora. O horário anterior já estava esgotado. Mas também se não fosse para Sevilha ia para o Porto. Já sabes que quando ponho uma coisa na cabeça. Não esperei mais e atirei-me de cabeça, para a mesma hora comprei um bilhete 30€ mais caro. Ou era isto, e ir ou era perder o dinheiro todo e ia arrepender-me para o resto da vida. Já não vou ao aquário, como tinha pensado em ir, mas olha, fica para a próxima.

De véspera faço a mala, e no próprio dia preparo os últimos pormenores.


Fonte: Google


sábado, 6 de março de 2021

Último dia em Mérida

O despertador tocou às 08:08h, mas estava tão bem a dormir, que desliguei e deixei-me ficar mais um pouco.

09:00h – Acordei, ou pelo menos fiz um esforço para isso. Tomei banho, tomei o pequeno-almoço – comi o resto do melão, arrumei tudo, e lá fui ver o resto que ainda faltava ver.

Peguei no precioso mapa que tinha em meu poder, e lá fui até à Avenida da Extremadura.

Mas a caminho, numas quantas ruas antes, deparo-me com uma seta a indicar o Museu Ferroviário. Pois bem, é engraçado, porque nas minhas muitas pesquisas sobre Mérida, não encontrei tal nome. Olha, então irei ter de fazer mais uma viagem a Mérida, daqui a uns tempos. Aliás, ir a Espanha é sempre agradável. Não consegui encontrar o dito cujo museu, e também não encontrei ninguém para me indicar onde era.

Segui até à Avenida da Extremadura,



e fui à Basílica Santa Eulália
 





, e depois muito mais à frente temos o Aqueducto de São Lázaro.





Ali ao pé do Aqueducto só havia prédios de habitação, e como não havia mais nada para ver, segui até à Calle Cabo Verde,



e mais à frente temos o Museu de Mérida 



que é grátis, quase já em frente à Plaza de Toros, encontrei os Columbarios (não entrei), a Casa Del Mitreo (não entrei), e a Plaza de Toros (não entrei),



e com isto tudo chegou a hora de ir para o hostel fazer o check out. Mas antes, ainda deu para ver a Loba Capitolina no Paseo de Roma.
Despedi-me, agradeci por tudo e vim a pé até à Puente Lusitania, onde ainda aproveitei para fazer diversos planos da ponte.





Cheguei ao hostel um pouco depois das 12h. Quando cheguei para abrir a porta do meu quarto, o mesmo já se encontrava vazio, e a senhora já estava a fazer as limpezas, porque à tarde iria chegar outro hóspede. Pedi desculpas, e vim cá abaixo à receção buscar a bagagem. O Carlos foi muito simpático, e tinha lá na arrecadação as minhas coisas sãs e salvas.

Quando cheguei à estação, aproveitei para escrever mais um pouco e almoçar.

Até à hora de partida para Lisboa, ainda deu para descansar um pouco e apreciar o silêncio que se fazia sentir, debaixo do tórrido calor.

16:10h – Partimos em direção a Lisboa. Que coincidência, vou outra vez com o mesmo motorista de ontem. Depois do check out, quando me vim sentar no meu lugar, estava lá alguém em que o seu lugar não era ali, mas no lugar ao meu lado. Ainda pensei duas vezes se devia dizer algo, mas tive de ser justa, pois se fosse o contrário a pessoa não ia pensar duas vezes em me expulsar. Então perguntei qual era o seu lugar, e lhe disse que o meu lugar, era onde ela estava, e se não se importava de mudar. Ficou diferente comigo. Mas tive de fazer o que a minha consciência ditou. E assim foi. Até porque eu já tinha planeado à vinda para cá fazer umas fotos da colheita do tomate, através da janela do autocarro. E consegui! Ao longe, não muito focado, mas consegui. 





18:20h – Entrámos na Ponte Vasco da Gama. Quando estou lá em cima, sinto-me na paz, feliz e tenho uma sensação de liberdade.

18:35h – Chegámos à estação Gare do Oriente. Tirei a minha bagagem, e lá fui à minha vida.

E agora? Qual é o próximo destino?

Porto, Let’s Go!! 


domingo, 21 de fevereiro de 2021

MÉRIDA - 07/09/2019

05:00h – Levantei-me

06:15h – Saí de casa. O meu pai acompanhou-me até à paragem de autocarro.

06:40h – Apanhei o autocarro. Não era especificamente este, mas como é o primeiro, ainda ganho tempo.

07:15h – Apanhei o comboio na estação de Rio de Mouro. Sentei-me no lugar do meio de três lugares. À minha frente, no outro conjunto de três bancos, estava uma senhora que se estava a calçar – umas botas de meio cano, estilo allstar militar, penteado de bailarina, t-shirt preta e jeans escuras justas. Muito observadora e pensativa.

Duas paragens mais à frente, entram duas raparigas africanas. A senhora acaba por ficar sentada no meio das duas. Quando a rapariga do lado direito se sentou, tirou-lhe logo a pinta. Pela expressão facial, e pelo olhar apercebi-me de que não gosta de outras raças. A rapariga que se sentou no lado esquerdo, vinha a ouvir música no telemóvel. A música estava muito alta, ao ponto de eu ouvir mesmo estado do outro lado.

A senhora olha para ela e diz: “Podes baixar a música se faz favor?”

A rapariga olha de soslaio com sobrolho franzido, e responde admirada: “Porquê?”

- “Porque eu não quero ouvir, é falta de educação!” – responde a senhora.

A rapariga faz aquela expressão de “não me chateies, e continua a ouvir a música. E ficou por aqui, ficando a senhora aborrecida com tal gesto.

07:55h – Chego à Gare do Oriente, e fui procurar um WC.


Este era o interior do meu WC


Após tratar das minhas necessidades, subi as escadas mais próximas em direção à paragem 30C. O meu autocarro já lá estava, e os passageiros já estavam a colocar as suas bagagens no porão. Também lá fui colocar a minha, e fui para a fila fazer o check in.



08:35h – Partimos em direção à Ponte Vasco da Gama. Calhou-me o lugar 20C, que por acaso, é mesmo um dos últimos lugares lá atrás.

Fui no meio de duas raparigas – uma era de nacionalidade espanhola, e a outra não cheguei a saber. Durante o caminho todo, fui a ouvir música, e ainda aproveitei para responder a emails, e ver o grupo das viagens no Facebook – Amantes de Viagens.

Por volta das 10:30h, deu a fome a muita gente. Os cheiros não eram intensos, mas sentiu-se, e por momentos aquele autocarro/cozinha/quarto/sala de estar tornou-se acolhedor. A quem ainda não tinha dado fome, dormia, lia, apreciava a paisagem, ou ouvia música e vivia a viagem como eu.

Posto isto, digo que uma viagem, por mais pequena ou longa que seja, pode ser sempre adaptável às nossas rotinas e costumes, e também, flexível dentro dos limites estabelecidos.

13:00h – Cheguei a Mérida! 

FONTE: DREAMSTIME.COM


A estação rodoviária estava deserta. Não havia ninguém. 




Saí da estação, e fui logo fotografar o que havia próximo – Biblioteca Publica, e Puente Lusitania. 



sábado, 13 de fevereiro de 2021

Flixbus Málaga - Lisboa

Às seis e tal da tarde, apanho de novo o autocarro 34, e depois o autocarro 19, para ir à estação buscar a minha bagagem, e ir depois à Mercadona fazer umas comprinhas para levar para Portugal. Mas para não andar carregada, primeiro fui dar uma vista de olhos pelos restaurantes e lojas.


Só depois é que fui fazer as comprinhas com calma, e apreciar as prateleiras do supermercado, como se de um museu se tratasse.

Compras feitas, vou buscar a bagagem, e quando chego à agência, as senhoras queriam saber como tinha passado o dia, e contei-lhes a minha experiência na praia. Ainda ficámos a conversar sobre as praias de Málaga, e aproveitei para falar um pouco do clima atual de Portugal.

Tudo pronto, despeço-me e vou ao C. C. Vialia, mudar de roupa, carregar a bateria do telemóvel no workhub (é como se fosse talvez a sala de espera da CP longo curso), 



e jantar qualquer coisa, com a estação de comboios mesmo nas minhas costas. No meio disto tudo, ainda ligo para os meus pais.

Às 21h, vou para a estação de autocarros, e procuro qual a minha linha – linha 8. O autocarro chegou com um ligeiro atraso de 10minutos.


E quando foi para estacionar fez mal a manobra, pois a porta do porão não abria, teve de recuar um pouco, e voltar a fazer tudo certinho.

Fui das primeiras pessoas a colocar a bagagem no porão. Fui para a fila do check in junto dos motoristas – são sempre 2. Um deles disse logo que me poderia sentar em qualquer lugar, menos nos 5 últimos. Ok, tudo bem. O autocarro já trazia algumas pessoas desde Marbella e Torremolinos.

Mesmo assim consegui um lugar junto à janela. Ali em Málaga o autocarro encheu de tal maneira que uma rapariga teve de vir ao meu lado (afastada do seu namorado), porque os lugares disponíveis já estavam todos reservados. Sim, aqui é tudo controlado e à conta.

Com isto tudo, partimos em direção a Lisboa, já eram 22h. Desta vez fiquei nos primeiros lugares da frente. Logo, ouvia-se as conversas bem animadas dos motoristas. Pronto, hoje dormir vai ser para esquecer. Vai ser uma direta na certa. E eu vou ouvir a minha música, que com a estrada livre, mais a condução do motorista tem tudo a ver.

Por volta das 23.40h estávamos a chegar a Córdoba. O GPS mandou-nos para uma estradinha estreita de um só sentido, e com carros estacionados de um dos lados. Ainda por cima parece que só passam ligeiros. As árvores do lado esquerdo (meu lado), batem nos vidros, e parece que riscam os mesmos.

UPS! Ouvem-se vidros a partirem-se. Acabámos de ter um pequeno acidente.


Fonte: Shutterstock

O espelho retrovisor do meu lado prendeu numa das árvores, e partiu-se todo. Bem, ninguém ficou magoado. Tivemos sorte!

Para conseguirmos chegar à estação de autocarros, percorremos metade da cidade. Quando já estávamos quase a entrar, parámos em frente à estação de comboios, que é do outro lado da rua – o autocarro tinha outro espelho de reserva, para casos destes que possam eventualmente acontecer. O motorista aproveitou para colocar o novo espelho, senão era impossível voltar para Lisboa sem ele.

Quando entrámos em Córdoba, vi que estávamos a dar uma volta estranha, mas pensei: “ok, na ida Lisboa – Málaga o acesso é um, e na volta o acesso é outro.”, por isso não desconfiei muito. Entretanto os motoristas trocaram de lugar – são sempre 2 e conduzem repartido.

Ao fim de algum tempo, lá entramos na estação de autocarros – não saiu ninguém, entrou foi mais 6 pessoas, pelo menos. Após a colocação de malas no porão e respetivo check in…é um dilema com os lugares. Lá veio um dos motoristas fazer a verificação e ver como pode encaixar estas pessoas. Duas ficaram perto de mim, outras quatro ficaram logo, nos primeiros lugares, que pelos vistos estão sempre reservados para estes imprevistos. Depois de tudo sentado, alguém ainda andava ali de pé, e o motorista lá “deu nas orelhas” à pessoa, e disse que não podia arrancar com passageiros ainda de pé. A pessoa em questão entretanto sentou-se. Depois, antes de arrancarmos, o motorista veio contar as pessoas.

Uiui, agora é que vai ser uma festa….

Os motoristas gostam de conversar, os passageiros (neste caso, as passageiras) também, e estão excitados com a viagem. Depois de arrancarmos, fomos abastecer à BP, pois sem gasosa (combustível) não dá com nada.  


 Fonte: Shutterstock

Aqui, aproveitaram para trocar – o motorista N., foi a conduzir. 

Bem…vou fazer um esforço para dormir mais um bocadinho.

24:44h – Dormir hoje nem pensar. Devia de ter tomado alguma coisa para ajudar.

01:38h – Ali à frente vai uma galhofa pegada. Só se fala de comida, vinhos e afins. Isto promete….

03:30h – O N. anuncia que vamos parar 20minutos no self-service La Gran Familia 


para comer, ir ao wc, fumar um cigarro e esticar as pernas. Agora que estava quase a adormecer lá acordo. Está bem. Bora lá esticar as pernas. Aproveitei e fui ao wc. Como o autocarro estava parado, a luz não acendeu, o autoclismo não disparou, nem a torneira funcionou. Apenas umas meras gotas caíram para lavar as mãos. Ok, tranquilo. 

Necessidades em dia, cintos apertados, bora lá andar mais um bocadinho, e vamos ver se durmo qualquer coisa….

05:30h – Estava meio adormecida quando anunciam que estávamos em Évora. Saiu uma pessoa. Ok, já estamos mais perto de Lisboa. Até lá a ver se durmo mais um pouco.

06:00h – Dormir? Nem pensar! Estávamos quase a chegar a Lisboa. Mais logo em casa, reponho o sono.

06:45h – Chegámos à Gare do Oriente! Chegámos inteirinhos e vivinhos. Agora, este autocarro foi para o Porto, que é o destino final.

07.15h – Apanhei o comboio que ia para Sintra.

 


E agora? Qual é o próximo destino?

Mérida, Let’s Go!!

 

Chegada a Sevilha

22/02/2020 03:30h – Parámos numa bomba de gasolina algures no Alentejo. 5h – Badajoz 07:30h – Parámos em Monasterio – Área de Serviço ...