Lá
cheguei, apresentei-me e começamos a fazer o check in. Ali no balcão ao olhar
para aquela mulher, só me apetece chorar, sem qualquer razão aparente. Não sei
o que me está a acontecer. A senhora pede para eu rubricar uma ficha de dados,
e depois pede-me 105€ pela estadia! WTF!!!!! E eu já estava a ver a minha
vidinha a andar para trás, e espetei na frente dela a cópia do email que recebi
do Booking, no dia do pagamento. Logo, eu já tinha tudo pago. Ela viu e pediu
desculpa. Ufa, que alivio! Tudo ok, veio mostrar as instalações, o hall de
entrada,
a
copa, o wc, e o quarto (nº13). Será sorte? Já na viagem anterior calhou também
um nº3. Deu-me a password para aceder ao wifi. Explicou como ligar/desligar o
ar condicionado. Quando vi o quarto, bem espaçoso.
Olha até se fosse mais dias, tinha trazido o pc, e à noite ia
editando fotos. Pois pelo menos 5 tomadas para ligações há disponíveis. A
mulher mal sai do quarto, dá-me uma vontade enorme de chorar, sem explicação.
Ali na receção as lágrimas vieram aos olhos. Mas aqui aproveito para
descarregar tudo, como se o céu tivesse escuro, e precisasse de ficar azul de
novo.
Depois de descarregar estas estranhas emoções,
aproveitei para me organizar, e também para almoçar umas sandes, com o que
comprei na Mercadona. Descansei um pouco, e lá fui ter com a menina da receção
para saber como ir para o centro da cidade. Ajudou-me dando um mapa, e
sublinhando o trajeto que podia fazer ida e volta. E deu tudo certo! Lá desci
as ruas e avenidas, e apanhei o autocarro 11 até à Plaza de la Marina.
Como agora é a Feria de Agosto, e a mesma está dividida por
duas zonas, e uma delas é precisamente esta, então fui ver e perceber um pouco
melhor destas tradições.
Apreciei um pouco o momento, mas como estava mais
interessada em ir para o centro histórico, então fui percorrer umas ruas
estreitinhas de tascas e tudo cheio de gente,
até
chegar à imponente Catedral,
mas
até lá, sempre que via e achava um bom ângulo tirava foto. Ainda
vi algumas lojas de recuerdos,

e depois desci à Calle Molino Lario até à Plaza de La Marina,
e fiz o passeio até Muelle Uno e Centro Pompidou. Não, não fui ver a exposição
gigante da LEGO. Segui em frente, à procura de um supermercado para comprar
água, antes de ir para a praia.
Quando
chego à Praia da Malagueta,
queria
muito tirar umas fotos à minha maneira, mas como esta praia é a mais próxima do
centro, e é tão famosa, foi para esquecer. O pouco que consegui ficou estourado
pelo sol, mal se nota a minha presença nas fotos. Depois deste triste e infeliz
episódio, lá fui sentir e ver ao vivo como é a areia destas praias. Logo ao
início, a areia parece terra batida, mas à medida que vamos andando, vemos
realmente que a areia é preta, e ligeiramente mais grossa que em Portugal,
pelo menos em Cascais. O que mais me preocupou foi os seixos
que são desconfortáveis, quando vamos entrar na água. Mesmo assim, lá fiz um
esforço e fui, com o auxílio das havaianas. A água estava mesmo boa, e nem um
sinal de vento. Depois a juntar a isto, ouvir as araras nas palmeiras a cantar,
é incrível! Tudo fica ainda mais exótico. Como aqui pode-se fazer topless à
vontade, e é topless e não naturismo completo, ok? E fiz topless, embora haja
ainda muitos olhares, também com a praia cheia de gente, é normal, tentei
relaxar e aproveitar. Este ano, ainda não tinha tido assim um dia de praia
fantástico. Estava cheia a praia, mas estava um bom ambiente. Fiquei duas
horas, porque não deu para vir mais cedo.
Depois quando saí da praia, ainda passei na praça de touros –
era dia de tourada, mas não fui.
Apanhei de novo o autocarro 11 de volta para a residência.