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sábado, 13 de fevereiro de 2021

Flixbus Málaga - Lisboa

Às seis e tal da tarde, apanho de novo o autocarro 34, e depois o autocarro 19, para ir à estação buscar a minha bagagem, e ir depois à Mercadona fazer umas comprinhas para levar para Portugal. Mas para não andar carregada, primeiro fui dar uma vista de olhos pelos restaurantes e lojas.


Só depois é que fui fazer as comprinhas com calma, e apreciar as prateleiras do supermercado, como se de um museu se tratasse.

Compras feitas, vou buscar a bagagem, e quando chego à agência, as senhoras queriam saber como tinha passado o dia, e contei-lhes a minha experiência na praia. Ainda ficámos a conversar sobre as praias de Málaga, e aproveitei para falar um pouco do clima atual de Portugal.

Tudo pronto, despeço-me e vou ao C. C. Vialia, mudar de roupa, carregar a bateria do telemóvel no workhub (é como se fosse talvez a sala de espera da CP longo curso), 



e jantar qualquer coisa, com a estação de comboios mesmo nas minhas costas. No meio disto tudo, ainda ligo para os meus pais.

Às 21h, vou para a estação de autocarros, e procuro qual a minha linha – linha 8. O autocarro chegou com um ligeiro atraso de 10minutos.


E quando foi para estacionar fez mal a manobra, pois a porta do porão não abria, teve de recuar um pouco, e voltar a fazer tudo certinho.

Fui das primeiras pessoas a colocar a bagagem no porão. Fui para a fila do check in junto dos motoristas – são sempre 2. Um deles disse logo que me poderia sentar em qualquer lugar, menos nos 5 últimos. Ok, tudo bem. O autocarro já trazia algumas pessoas desde Marbella e Torremolinos.

Mesmo assim consegui um lugar junto à janela. Ali em Málaga o autocarro encheu de tal maneira que uma rapariga teve de vir ao meu lado (afastada do seu namorado), porque os lugares disponíveis já estavam todos reservados. Sim, aqui é tudo controlado e à conta.

Com isto tudo, partimos em direção a Lisboa, já eram 22h. Desta vez fiquei nos primeiros lugares da frente. Logo, ouvia-se as conversas bem animadas dos motoristas. Pronto, hoje dormir vai ser para esquecer. Vai ser uma direta na certa. E eu vou ouvir a minha música, que com a estrada livre, mais a condução do motorista tem tudo a ver.

Por volta das 23.40h estávamos a chegar a Córdoba. O GPS mandou-nos para uma estradinha estreita de um só sentido, e com carros estacionados de um dos lados. Ainda por cima parece que só passam ligeiros. As árvores do lado esquerdo (meu lado), batem nos vidros, e parece que riscam os mesmos.

UPS! Ouvem-se vidros a partirem-se. Acabámos de ter um pequeno acidente.


Fonte: Shutterstock

O espelho retrovisor do meu lado prendeu numa das árvores, e partiu-se todo. Bem, ninguém ficou magoado. Tivemos sorte!

Para conseguirmos chegar à estação de autocarros, percorremos metade da cidade. Quando já estávamos quase a entrar, parámos em frente à estação de comboios, que é do outro lado da rua – o autocarro tinha outro espelho de reserva, para casos destes que possam eventualmente acontecer. O motorista aproveitou para colocar o novo espelho, senão era impossível voltar para Lisboa sem ele.

Quando entrámos em Córdoba, vi que estávamos a dar uma volta estranha, mas pensei: “ok, na ida Lisboa – Málaga o acesso é um, e na volta o acesso é outro.”, por isso não desconfiei muito. Entretanto os motoristas trocaram de lugar – são sempre 2 e conduzem repartido.

Ao fim de algum tempo, lá entramos na estação de autocarros – não saiu ninguém, entrou foi mais 6 pessoas, pelo menos. Após a colocação de malas no porão e respetivo check in…é um dilema com os lugares. Lá veio um dos motoristas fazer a verificação e ver como pode encaixar estas pessoas. Duas ficaram perto de mim, outras quatro ficaram logo, nos primeiros lugares, que pelos vistos estão sempre reservados para estes imprevistos. Depois de tudo sentado, alguém ainda andava ali de pé, e o motorista lá “deu nas orelhas” à pessoa, e disse que não podia arrancar com passageiros ainda de pé. A pessoa em questão entretanto sentou-se. Depois, antes de arrancarmos, o motorista veio contar as pessoas.

Uiui, agora é que vai ser uma festa….

Os motoristas gostam de conversar, os passageiros (neste caso, as passageiras) também, e estão excitados com a viagem. Depois de arrancarmos, fomos abastecer à BP, pois sem gasosa (combustível) não dá com nada.  


 Fonte: Shutterstock

Aqui, aproveitaram para trocar – o motorista N., foi a conduzir. 

Bem…vou fazer um esforço para dormir mais um bocadinho.

24:44h – Dormir hoje nem pensar. Devia de ter tomado alguma coisa para ajudar.

01:38h – Ali à frente vai uma galhofa pegada. Só se fala de comida, vinhos e afins. Isto promete….

03:30h – O N. anuncia que vamos parar 20minutos no self-service La Gran Familia 


para comer, ir ao wc, fumar um cigarro e esticar as pernas. Agora que estava quase a adormecer lá acordo. Está bem. Bora lá esticar as pernas. Aproveitei e fui ao wc. Como o autocarro estava parado, a luz não acendeu, o autoclismo não disparou, nem a torneira funcionou. Apenas umas meras gotas caíram para lavar as mãos. Ok, tranquilo. 

Necessidades em dia, cintos apertados, bora lá andar mais um bocadinho, e vamos ver se durmo qualquer coisa….

05:30h – Estava meio adormecida quando anunciam que estávamos em Évora. Saiu uma pessoa. Ok, já estamos mais perto de Lisboa. Até lá a ver se durmo mais um pouco.

06:00h – Dormir? Nem pensar! Estávamos quase a chegar a Lisboa. Mais logo em casa, reponho o sono.

06:45h – Chegámos à Gare do Oriente! Chegámos inteirinhos e vivinhos. Agora, este autocarro foi para o Porto, que é o destino final.

07.15h – Apanhei o comboio que ia para Sintra.

 


E agora? Qual é o próximo destino?

Mérida, Let’s Go!!

 

sábado, 6 de fevereiro de 2021

Playa El Pedregalejo – MÁLAGA

Também tinha planeado ir dar um passeio no Paseo de España, e assim foi. Só não tirei a foto com o Hans Christian Andresen, mas fica para uma próxima. Como ainda não tinha almoçado, acabei por ali mesmo comer a minha sandes, enquanto me abrigava do calor que se fazia sentir, e observava quem me rodeava.

Quando acabei de almoçar, retomei o passeio, e aproveitei também para fazer algumas fotos.









Entretanto, a água que tinha estava quase a acabar, e comecei a procurar uma fonte para me abastecer, e nada. Vi duas senhoras com um bebé no carrinho, sentadas num banco do jardim, e perguntei se saberiam onde eu poderia encher a minha garrafa. Não sabiam. Mas foram muito simpáticas, e ofereceram da sua água que tinham acabado de comprar uns metros lá atrás numa banca de gelados. Como tinham comprado a pouco tempo, uma garrafa de 1,5L, não se importaram nada de me dispensar alguma água para a minha garrafa. Agradeci o gesto. Foram impecáveis. Como já estava abastecida de água, andei mais um pouco, e ainda fotografei o Banco de España e o Ayuntamiento (Câmara Municipal).



O calor era muito, e como já tinha planeado ir à praia (de preferência experimentar outra), foi o que fiz. Apanhei o autocarro 34, e fui até El Pedregalejo, onde encontrei uma praia fantástica, mesmo à minha medida.


Paredão junto às casas de habitação, bares de praia,


nada de carros, água morna, sem poluição, pouca gente e areia fina sem pedras grossas.


Quando entrei na água, senti-me no paraíso, e não me apetecia vir embora. Imaginei-me ali mais uns dias, naquele ambiente fantástico, na paz dos anjos. Pensei: “Caraças, agora que me vou embora, é que descubro o paraíso!”. Ainda fiquei lá umas três horinhas.


SITE: GettyImages

sábado, 23 de janeiro de 2021

Lagunillas – Bairro de MÁLAGA

Hoje acordei às 8h, arranjei-me, tomei o pequeno-almoço, fiz as malas e deixei tudo arrumado.


Fiz o check out deixando a chave na receção com as meninas, e também deixei o saco do lixo, com os plásticos para reciclar.

Saí, desci a rua e apanhei o autocarro 11 até à Avenida Andalucia – Jardins Picasso, para ir deixar as malas na agência de viagens junto à estação de comboios. Preenchi a ficha de dados, assinei e mostrei, e a senhora passou um recibo. E lá deixei as bagagens entregues. 

A ideia esta manhã era ir ao Museo del Aeropuerto, que por acaso é grátis. Já no terminal rodoviário perguntei a um segurança onde era a paragem para o aeroporto.

Responde: “Línea 30”. Quando lá cheguei tinha acabado de partir um autocarro.

O próximo seria daqui a 10minutos. Esperei. Quando chegou o próximo, fui a primeira a entrar, e passei o cartão, foi recusado. O motorista disse logo que aquele cartão não dava para aquele autocarro. Que exploração! Então pago um cartão com viagens, e não posso ir ao aeroporto? Olha, não fui e apanhei o autocarro 19 para a Plaza de La Marina, e de lá subi até ao Barrio Lagunillas – outro bairro cheio de arte urbana, onde contém muito mais obras que o SOHO.

Quando cheguei, fui ao Mercado Merced – mas estava às moscas, mais abandonado quem uma bomba de gasolina depois da meia-noite. 



Lagunillas era um bairro de má fama, e então para acabar com isso o governo espanhol decidiu dar uma nova cara ao bairro, através de lindos murais coloridos de arte urbana.

Enquanto que no Soho a arte urbana era subsidiada, aqui já não é isso que acontece, pois são os artistas que criam as suas obras de forma totalmente independente, sem regras nem normas.

Jonathan Morillas ou DOGER , é um artista espanhol, nascido em Saragoça, que começou a sua arte em 1995. Pinta sobretudo retratos femininos coloridos, em estilo realista.

Instagram:  https://www.instagram.com/doger_official/






TENIS BORGART ou José Luis Borgerding, é um artista conhecido no mundo artístico como Borgart e no mundo do grafitti como Tennis. Em todas as suas obras há a marca “TENNIS”.


LALONE ou Eduardo Luque , é um artista com uma paixão enorme por desenho e pintura desde muito jovem. Começou a sua arte em 1998, já em 2004 estudou na Escola de Arte de San Telmo em Málaga, Design Gráfico e Ilustração. As suas obras retratam problemas da sociedade, e sentimentos.

Site: http://www.lalone.es/




AINTZANE CRUCETA, é uma artista urbana, e ilustradora, nascida em Motril, na província de Granada – Espanha. As suas pinturas enquadram-se no estilo Pop Surrealismo, inspiradas na fauna e flora.

O seu trabalho pode ser encontrado desde Los Angeles a Barcelona, Nova Iorque, passando por Londres, Amesterdão, etc.

Instagram: https://www.instagram.com/aintzane_cruceta/

Outras obras de outros artistas que desconheço o nome:
















Percorri as ruas do bairro a pé, e consegui fotografar quase todas as obras de street art existentes. As que não me diziam nada, tipo rabiscos rascas, não fotografei.

No meio de tanta foto, a carga do telefone estava já nos 25%, e tive de procurar um café/esplanada para beber qualquer coisa, e ao mesmo tempo carregar o telefone.

E assim fiz – Parreira Esplanada El Garden de Los Monos, onde bebi uma cerveja fresquinha, na esplanada à sombra, para fugir um pouco do calor. Quando decidi deixar a esplanada, porque achei que devia ter carga suficiente para mais umas fotos, voltei para trás e fui em direção à Basílica de Santa Vitória, que fica mesmo ali ao pé. 


Como ainda não tinha completo o passeio pelo Bairro de Lagunillas, decidi retomar o mesmo. Quando vagueava por aquelas ruelas e becos, senti sempre alguma insegurança por mais pequena que fosse. Mas tive sempre muito atenta e discreta. Ao mínimo sinal de desconfiança, afastava em outra direção. Mas correu tudo bem. Nunca fui abordada por ninguém.

 

Fontes:

The street art of Málaga through the eyes of Doger (artrootz.com)

https://www.streetartmalaga.com/es/

http://www.lalone.es/


Chegada a Sevilha

22/02/2020 03:30h – Parámos numa bomba de gasolina algures no Alentejo. 5h – Badajoz 07:30h – Parámos em Monasterio – Área de Serviço ...